5 de novembro de 2008

As mulheres francesas não engordam: 1º ATO

Resolvi escrever esta série de postagens inspirada nas dicas do livro livro best seller internacional "As mulheres francesas não engordam" de Mireille Guiliano. A autora é uma francesa que por razões de trabalho, morou grande parte de sua vida nos Estados Unidos. Assim, o livro é inspirado nas diferenças na relação com a comida destas duas culturas. O livro se trata de uma compilação de uma série de conselhos, a grande maioria fruto da educação francesa de comer sem culpa, mas com prazer e saúde. Gostaria de aproveitar o espaço do blog para compartilhar algumas dicas que o livro dá que são quase um convite à mudar alguns conceitos sobre como se alimentar e se relacionar com a comida e com todo o cenário que a envolve.

1º ATO:
Três refeições diárias, cada uma com três pratos
Como diz a autora, a comida francesa tradicional ainda conta com três pratos e as vezes incluí queijo antes da sobremesa. A pergunta é, e porque eles não engordam? A teoría de Mireille é que os franceses conseguriam adaptar a maneira tradicional de comer na era moderna: o mais importante é manter a formalidade da tradição. Não comer vendo televisão, lendo, dirigindo ou no transporte público. Certas formalidades podem aumentar o prazer da comida: um ambiente a luz de velas, uma toalha bonita, taças,… Colocar a mesa pode ser tão importante quanto a própria comida pois centra a mente em esperar o que está por vir e estimula o apetite.

A palavra francesa menú não significa somente “lista de pratos”, que na França se usa la carte, mas também pequeno, em relação à comida. Os franceses tentam sugerir com isso o sentido das pequenas porções. Esencialmente a gastronomía francesa consiste em comer um pouco de coisas distintas em vez de muito de uma ou duas. Para um francês, uma comida completa servida em somente um prato soa estranho, ainda mais se o prato está transbordando (bem popular no Brasil, geralmente a fartura é associada a qualidade). A disposição dos alimentos no centro do prato é parte do prazer gastronómico francés. Mudar o prato não somente permite que a pessoa se concentre no que está comendo como também, obriga a comer mais lentamente, melhorando a digestão e aumentando a satisfação. Será que este exercício é tão difícil?

Eu sou gulosa e sempre lutei contra estes maus hábitos, o pior deles, comer rápido. Este primeiro ato me fez rever minha maneira de comer. O hábito de preparar a comida, pensando no cenário, me faz diminuir a ansiedade na hora de comer e acabo aproveitando mais os meus pratos.
Deixo a dica parafraseando com a corrente da arquitetura minimalista: MENOS É MAIS!

3 comentários:

Anônimo disse...

Tá certo, acho isso também, mas acho que é muito difícil mudar o hábito. De qualquer maneira a questão cultural é mais relevante, assim talvez a mudança de hábito venha acompanhada da mudança de cultura, não achas?
Beijo
Pai

Bruna Espinosa disse...

Me pareceu muito interessante o livro.. concordo plenamente que devemos tentar manter a tradiçao e ter a hora de comer como especial, só pra isso.
E a corrente minimilista da arquitetura tb é seguida pelos clowns!! Menos é mais : )
Já dizia Chaplin...

Samanta disse...

Bah!!!
Pior é que elas não engordam mesmo!!!!
O negócio é sempre ter frescura na hora de comer!!!! Isso é ótimo!
Quando vai postar o segundo ato??
beijos da mana